sábado, 23 de junho de 2012

PROTEST OF A GAUCHO. PROTESTO DE UM GAÚCHO.



Protesto de um gaúcho.



PROTESTO GAÚCHO
Caros Irmãos Gaúchos.
Há muito venho pensando no que se faz da nossa cultura... Temos tradição, temos história, temos costumes próprios e os valorizamos. Entretanto, parece que a todo momento tentam-nos aculturar...  Qual o espaço que o nosso modo de ser ocupa na mídia hoje em dia?

Será que é certo aturarmos a Regina Casé (e seus sambabacas) no domingo ao meio-dia, enquanto o nosso Galpão Crioulo foi literalmente ?chutado? para um horário que ninguém praticamente assiste, já que domingo é dia de descanso e a maioria aproveita pra dormir um pouco mais?

Não precisa ser um gênio pra perceber que recentemente no programa da Regina Casé levaram um grupinho sofrível de dança gaúcha pra dançar pro Brasil inteiro o quê?  O pezinho, uma dança folclórica com significado pra nós, mas que pro resto do Brasil não tem sentido algum, a não ser ?queimar o filme dos gaúchos?. Se querem mostrar nossa dança, por que não convidam os vencedores do último ENARTE? Ou será que o objetivo era ridicularizar o gaúcho, ?será??
Não sou contra o samba, mas sou contra nos fazerem de palhaços. Pra completar a referida apresentadora entabulou um assunto com nossos representantes que em nada acrescenta às famílias brasileiras, principalmente no horário de almoço de domingo, quando nossas crianças estão assistindo TV ? Tem sex-shop no Sul? Você já foi em (a) Sex shop? Tinha calcinha de chocolate? ? e o que nos resta é aturar algumas das prendas e peões respondendo, timidamente, a esse rol de asneiras.
Cadê nossos festivais? Quando aparecem é na RBS local, não em nível estadual. Como é que nossos jovens conhecerão nossa música, nossa cultura, se nossa principal emissora de TV não dá espaço pros nossos novos músicos e vencedores de festivais atuais? 
Excetuando-se as honrosas exceções de Luiz Marenco e César Oliveira e Rogério Melo que, de tão bons, conseguem vencer remando contra a maré, vivemos do passado...  de Tropa de Osso,  Esquilador, Veterano e etc., os novos nomes da música gaúcha ninguém conhece. E por quê? Porque pra isso não tem espaço... Será que tudo isso não se trata de uma estratégia para ?aculturar nosso povo?... ?será?? Quando as gerações mais antigas se forem e nossas músicas ficarem esquecidas eles terão conseguido finalmente sepultar nossa cultura.

Por que será que pra promover o Planeta Atlântida com  seus frequentadores maconheiros, bêbados e viciados de todo tipo, tem espaço? Seria essa uma tentativa de emburrecer e viciar nossos jovens....?será?? Pra isso a RBS tem espaço. Pra gaúchos "heróicos" que  participaram do Big Brother (o supra-sumo do lixo cultural), tem espaço.
Ah... ASSIM NÃO DÁ!!!

Cadê o Luiz Carlos Borges? Cadê o João de Almeida Neto? Cadê o Renato Borghetti , o Elton Saldanha, o Marcelo Caminha, o Miguel Marques? ...Ninguém sabe. Mas a Alcione, a Cláudia Leite, a Ivete Sangalo, o ?Belo?, o Bruno e Marrone,  o ?sertanejo universitário? (que tá mais pra supletivo) ... esses  estão todo o dia enchendo o nosso saco. Bah, não vou nem citar aquele\"rapaizote", o Luan Santana, senão vou ter um ataque cardíaco!!!!

Tchê, esse é o lixo cultural que nós temos recebido como ração, mas por sermos o Estado mais politizado e educado da união, devemos recusar-nos a engolir.
Mesmo o pessoal dos CTGs, nosso último reduto cultural hoje em dia, só ouve atualmente música gaúcha de baile e que... convenhamos,  é péssima, algumas até parecem um forró sertanejo, nesse tal tchê music (com honrosas exceções, como os Serranos e outros). É melhor investir nas músicas de festivais, urgentemente, nos CTGs...  ...a exemplo disso, um grande festival é o Carijo da Canção Gaúcha, de Palmeira das Missões, no interior do RS, que acontece há 26 anos e mal sequer na mídia local aparece. O descaso é impressionante...

Enojam-me aquelas materiazinhas da RBS na Semana  Farroupilha (daí eles lembram e fazem um circo!!!), mandam aqueles apresentadores bunda mole para fazerem reportagens no Acampamento Farroupilha  como se aquilo fosse algo do exterior... parece um programa do National Geographic com os aborígenes, de tão estranho. Não conhecem nada, não entendem porcaria nenhuma e não ficam nem envergonhados de se dizerem gaúchos.
Perdoem-me, queridos conterrâneos, esse desabafo.

Que essa mensagem ecoe nos confins do Rio Grande e desperte o povo gaúcho da letargia, antes que seja tarde. Nossos antepassados delimitaram nossas fronteiras à ponta de lança e à pata de cavalo... hoje, pisam no nosso pala e... tudo bem?  Recuso-me a acreditar nisso. Recuso-me a permitir isso.

domingo, 3 de junho de 2012

A VERDADE SOBRE XUXA.



A VERDADE SOBRE XUXA
por Luiz Cezar
Xuxa começou a carreira na TV após conhecer Pelé.

Xuxa já esteve melhor na mídia. Tendo abusado dos recursos estéticos para apresentar-se como rainha dos baixinhos descobriu um novo meio de reposicionar sua imagem agora que as rugas já lhe são indisfarçáveis num rosto que lembra máscara de carnaval.

A ex-modelo, que começou sua carreira como acompanhante de personalidades famosas e posando para revista de mulheres nuas, num tempo de ditadura militar e acentuada rigidez moral, colou sua figura na do rei do futebol Pelé.

Como chegou até a ele só os “books” de casas noturnas poderão revelar, mas o fato é que tendo chegado a Pelé e aparecido em capas de folhetins de celebridades – que vendiam então bem mais que hoje – como loirinha do rei, foi mais fácil aproximar-se de outro dos famosos, de quem se dizia recorrer a figuras femininas para dissimular publicamente sua homossexualidade: o piloto Ayrton Senna.

Morto o corredor e dispensado o jogador, dado a forte rejeição demonstrada pela classe média para quem se apresentava, ficou fácil para a garota, mediante o uso de gestual circense e completa alienação (e aí entra o seu talento) transformar-se num dos ícones da televisão brasileira para o público infantil, com incumbência de preparar toda uma geração para tornar-se telespectadora das novelas da Globo.

O papel nefasto representado pela agora conhecida Rainha dos Baixinhos, termo grotesco que ela mesma cunhou para referir-se a crianças, é parte expressiva da deseducação a que foi submetida a população infantil nas últimas décadas, transformada em consumidores precoces e aves de repetição dos slogans da emissora.

Não é possível entender o domínio ideológico da Rede Globo de Televisão sobre diferentes públicos sem entender como atuaram seus peões para manipular corações e mentes de diferentes idades. Xuxa foi uma falsa criança-adulta, forjada pela emissora para obter audiência a qualquer custo, mesmo que ao de imbecilizar milhões, expondo-os, dessa forma. a ação de aproveitadores do mundo real.

Não bastasse o veredicto dos fatos, Xuxa tem contra si um peça acusatória que prefere manter oculta aos olhos do grande público mesmo que ao preço de milhões de reais pagos ao seu detentor, o produtor de cinema Aníbal Massaine, apresentado a ela por Pelé quando a modelo tentava a carreira de atriz pornô. Trata-se do filme Amor estranho amor, de 1982, em que a apresentadora protagoniza cenas de sexo com um adolescente.

Por essa razão espanta que a secretária de direitos humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, conceda status de exemplaridade a apresentadora Xuxa depois que essa, em novo golpe publicitário na mesma emissora que a erigiu como falso mito, tenha vindo a público declarar-se vítima de abuso sexual.

Se vem ao programa de maior audiência da TV para falar de abusos, apenas o faz para fazer parecer mais humana a face da emissora que a projetou, no intento de retirar o peso que recai sobre a empresa de haver ganhado bilhões de reais manipulando crianças e sobre ela mesma, Xuxa, de haver contribuído para a erotização de comportamentos infantis, isso sim contributo maior que tudo à propagação de abusos contra a infância em nosso País.
Mas o que mais chama a atenção no caso das declarações de Xuxa é o fato de a apresentadora ter tomado a iniciativa de mostrar-se defensora dos pequeninos exatamente quando a ação que lhe move o produtor do filme para a exibição da película, retomada desde 2010 por motivos pecuniários, estar prestes a ser julgada na cidade do Rio de Janeiro.